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Agente público (atendimento anônimo)

Um agente público atende visitantes que não fizeram login: qualquer pessoa que abra o seu site ou aplicativo pode conversar com o agente na hora, sem cadastro. É o modo certo para atendimento de primeiro contato, tira-dúvidas e pré-venda — o visitante fala, o agente responde, e só quando faz sentido a conversa vira um cadastro ou um atendimento humano.

Por ser aberto à internet, o modo público é mais restrito que uma conversa de um usuário identificado da sua organização. Esta página explica o que muda, como configurar e o que o visitante vê (e o que não vê).

Público vs. privado

A plataforma trata de forma diferente quem está autenticado e quem não está:

Conversa privada (usuário identificado)Conversa pública (visitante anônimo)
Quem falaUm usuário da sua organizaçãoUm visitante final, sem login
Qual agente respondeO agente que a conversa pedirSempre o agente público que você designou
HistóricoContinua a conversa do usuárioIsolado: cada visitante só vê a própria conversa
FerramentasTodas as do agenteSó as liberadas para acesso anônimo
Raciocínio e ferramentas ao vivoVisíveis para o usuárioOcultos do visitante
Transferência para humanoDisponível (veja Atendimento humano)

Nenhum desses limites precisa ser ligado conversa a conversa: quando a conversa é pública, a plataforma aplica todos eles automaticamente.

O agente público dedicado

No modo público você designa um agente para atender os visitantes — o agente público. Ele tem persona e ferramentas próprias, pensadas para quem está do lado de fora, e é sempre ele quem responde: o visitante não escolhe com qual agente falar, então não há como alguém alcançar um agente interno pela janela pública.

Na prática, crie um especialista só para isso:

  • Persona voltada ao cliente no prompt — tom de atendimento, escopo do que pode e não pode responder, quando encaminhar para um humano.
  • Só as ferramentas seguras no tools — mantenha de fora qualquer ação interna, sensível ou que dependa de saber quem é o usuário.
  • Um teto de custo (cost_cap) coerente com o volume aberto ao público.

Mantê-lo separado dos seus agentes internos é o que garante que uma persona interna, com ferramentas amplas, nunca fique exposta na porta pública.

Ferramentas em conversas anônimas

Numa conversa pública não há usuário identificado, então a plataforma restringe quais ferramentas o agente pode acionar: só entram as fontes marcadas como acesso anônimo. As demais ficam indisponíveis naquela conversa, mesmo que o especialista as liste em tools.

Ative o acesso anônimo apenas em fontes seguras para uso sem identificação — em geral, as sem autenticação ou com credencial gerenciada pela plataforma. Fontes que dependem de saber quem é o usuário (conectar a conta dele, repassar a identidade dele) não funcionam no anônimo, porque não há usuário para autorizar. Os detalhes estão em Fontes de ferramentas (MCP), na seção Acesso anônimo.

dica

Pense no toolset do agente público como uma lista de permissões: comece pelo mínimo que resolve o primeiro contato e só amplie quando tiver certeza de que a ferramenta é segura para qualquer visitante.

O que o visitante não vê

Para um usuário identificado, a conversa pode mostrar ao vivo o raciocínio do agente e os passos de ferramenta (qual ferramenta foi chamada, com quais argumentos). No modo público isso fica oculto: o visitante vê apenas as respostas e a transcrição do que foi falado. O "como o agente pensou" e os detalhes de bastidor são informação da sua operação, não do visitante.

Isolamento entre visitantes

Cada visitante tem a sua própria conversa. Um visitante nunca continua nem enxerga o histórico de outro — as conversas públicas não são compartilhadas. Isso vale mesmo que dois acessos aconteçam ao mesmo tempo pela mesma página.

Controles contra abuso

Como a porta pública fica na internet aberta, a plataforma oferece duas proteções que você deve ligar em produção:

  • Origens permitidas — só as páginas do seu site podem abrir conversas públicas. Um site de terceiros que tente embutir o seu agente é recusado.
  • Limite por visitante — um teto de novas conversas por visitante num intervalo, para que um único abusador não sobrecarregue o atendimento.

Como habilitar

Um roteiro do começo ao fim:

  1. Crie o especialista público — persona de atendimento, apenas ferramentas seguras, teto de custo. Veja Configuração do especialista.
  2. Libere as ferramentas certas — marque como acesso anônimo só as fontes que o agente público precisa e que são seguras sem identificação (Fontes de ferramentas).
  3. Designe-o como o agente público da sua organização — é ele quem passa a responder toda conversa aberta pela porta pública.
  4. Publique o canal — embute o widget de chat nas páginas do seu site, com voz opcional na mesma janela.
  5. Restrinja as origens e defina o limite por visitante antes de abrir ao público.

Privacidade e consentimento

No atendimento público, o titular dos dados é o cliente final da sua organização, não um usuário interno — o cuidado com privacidade é ainda mais importante. Colete o consentimento no início da conversa (o canal de voz já apresenta o aviso antes de começar) e restrinja o agente público, pela persona e pelas ferramentas, ao que é realmente necessário para o atendimento.

Perguntas frequentes

Um visitante pode escolher falar com outro agente? Não. No modo público responde sempre o agente público que você designou. O agente pedido de fora é ignorado — é assim que um agente interno nunca fica exposto.

Uma ferramenta funciona nos meus testes, mas não no público. Provavelmente ela não está liberada para acesso anônimo, ou depende da identidade do usuário (que não existe numa conversa anônima). Reveja a fonte em Fontes de ferramentas (MCP).

O visitante consegue ver o raciocínio do agente? Não. No modo público o raciocínio e os passos de ferramenta ficam ocultos; o visitante vê apenas as respostas e a transcrição.

Dá para o visitante continuar uma conversa anterior de outra pessoa? Não. Cada visitante tem uma conversa isolada e nunca acessa o histórico de outro.