Programar com o agente
Codar com o agente não é demonstração — é fluxo de trabalho. O agente tem um ambiente de desenvolvimento próprio: clona o seu repositório, lê e edita o código, roda os testes, faz commit, push e abre o pull request. Tudo numa máquina isolada e descartável, nunca na sua infraestrutura — e tudo a partir de um pedido em português.
Clona o repositório da API, corrige o erro de validação de CPF que está no formulário de cadastro, roda os testes e abre um PR explicando a mudança.
O ciclo completo
- Clonar — repositórios públicos ou privados; a credencial vem do cofre e o valor real nunca aparece no ambiente de trabalho.
- Explorar — o agente lista, lê e busca no código, e navega como um desenvolvedor com IDE, em Python, TypeScript/JavaScript, Go e shell: erros e avisos em tempo real, ir à definição, encontrar referências, documentação de símbolo e renomeação segura. Nessas mesmas quatro linguagens, também roda análise estática e formatação — aponta problema de estilo e de correção, e formata seguindo a convenção do próprio projeto.
- Editar — mudanças cirúrgicas, arquivo a arquivo.
- Testar — antes de rodar qualquer coisa, o agente instala as dependências do projeto, detectando o gerenciador certo e aproveitando caches já aquecidos — um projeto recém-clonado não falha mais o primeiro teste por dependência faltando. Descobre e roda a suíte (Python, JavaScript/TypeScript, Go), inclusive testes de integração que sobem serviços auxiliares — um banco de dados de verdade, por exemplo — dentro da própria máquina isolada. Quando algo falha, a leitura é estruturada: o agente identifica quais testes quebraram e a mensagem de cada um, em vez de reler a saída inteira no olho, e itera até ficar verde.
- Entregar — branch, commit, push e pull request aberto no GitHub, com título e descrição escritos pelo agente. Essa etapa sai do ambiente, então pede a sua aprovação (veja "Segurança e consumo" abaixo).
O ambiente acompanha a conversa: o repositório clonado no primeiro pedido continua lá nos seguintes, até o assunto terminar.
Ver a aplicação rodando
O agente também sobe serviços de longa duração dentro do próprio ambiente — um servidor de desenvolvimento, por exemplo — e eles continuam no ar entre um passo e outro da conversa. Ele acompanha o log desses serviços e sabe pará-los quando não precisar mais.
Ao subir a aplicação, o agente entrega uma URL de visualização: você abre no navegador e vê o que foi construído, sem instalar nada. E o agente enxerga a própria interface por essa mesma URL — abre a tela, olha o resultado e corrige o que estiver errado, em vez de programar às cegas.
Sobe o servidor de desenvolvimento do painel, me manda o link pra eu ver a tela nova, e ajusta o espaçamento dos cartões se estiver apertado.
Executar código
O mesmo ambiente executa scripts Python para o que não é projeto de software: análise de dados, geração de relatório, automação pontual.
Baixa o CSV de vendas da base de conhecimento, cruza com a coleção de leads e me diz quais clientes compraram depois do disparo.
- Resultados curtos voltam na conversa; resultados volumosos são salvos como arquivo na organização — sem entupir o chat.
- O ambiente pode instalar as dependências que o script pedir.
- A sessão persiste durante a conversa: variáveis e arquivos de um passo continuam disponíveis no próximo.
Segurança e consumo
- Isolamento real. Cada organização usa máquinas próprias, efêmeras e isoladas; nada roda no seu computador nem nos servidores de outra organização.
- Aprovação por escopo. Você aprova, uma vez por conversa, um tipo de ação — "editar arquivos deste trabalho", por exemplo — em vez de aprovar cada passo isolado. Ações cujo efeito sai do ambiente — publicar no repositório, abrir um pull request — pedem aprovação sempre, mesmo com aprovações anteriores na mesma conversa; comandos destrutivos interrompem o fluxo de qualquer forma. Mas a barreira real não é essa lista: é o ambiente isolado e descartável, e o alcance da credencial guardada no cofre — um comando de terminal aprovado pode fazer tudo o que essa credencial permitir.
- Rede controlada. A saída de rede do ambiente segue lista de permissões — não é um computador solto na internet.
- Tempo limitado. Execuções e serviços sobem com teto de duração; nada fica rodando além do necessário.
- Consumo transparente. O uso do ambiente aparece discriminado na sua tela de créditos, junto das demais operações. O saldo é verificado antes de ligar a máquina.
Perguntas frequentes
Preciso instalar alguma coisa? Não. O ambiente é da plataforma; você só conversa.
Funciona com repositório privado? Sim — guarde a credencial de leitura no cofre uma vez e o agente clona em seu nome, sem nunca ver o valor.
O agente pode trabalhar nos meus repositórios sem eu configurar um agente do zero? Sim — existe um agente de desenvolvimento pronto, disponível para qualquer organização, que já vem sabendo usar esse ambiente. O que você precisa fornecer é uma credencial de acesso ao repositório guardada no cofre.
Que linguagens? O ambiente executa o que o projeto pedir via linha de comando; a detecção automática de testes cobre Python, JavaScript/TypeScript e Go, e o entendimento nível IDE cobre Python, TypeScript/JavaScript, Go e shell.
O agente pode fazer deploy? O fluxo padrão termina no pull request — a decisão de mesclar e publicar continua sua. Quem quiser ir além pode combinar isso com a aprovação humana para manter o controle.